
Talita de Oliveira Diniz Moura, de família tatuiana, filha de Ivan Diniz de Moura e Izildinha de Oliveira Moura, irmã do Samuel, de 20 anos.
Formada na Etec “Salles Gomes”, de Tatuí, em mecatrônica. Na sequência, especializou-se em informática, dedicando-se a cursos referentes à área.
Em 2005, dedicou-se ao ensino de informática, sendo voluntária na Casa de Ações Sociais da Unimed. Depois, profissionalizou-se e passou a lecionar em escola de informática.
Hoje, voltou a estudar, e faz química na Etec “Salles”. Ao mesmo tempo, é “personal computer”, atendendo com didática própria a alunos em suas próprias casas.
Como formada e novamente estudante da Etec, qual é a sua visão do curso e da situação dos professores?
Gosto da Etec, tanto que aí fiz minha primeira formação e, agora, faço a segunda. Sendo moradora de Tatuí, é muito bom podermos estudar aqui.
Sinto prazer em frequentar esta escola que oferece bom ambiente, funcionários e professores que conduzem com dedicação os estudos. Os cursos são valorizados, têm nome. É uma escola de tradição.
Existe campo de trabalho na região?
Sim, principalmente na área de química. E nos demais cursos, acredito que também, pois os cursos são abertos de acordo com a demanda do mercado.
Como você sente a situação dos professores hoje em greve?
Na verdade, eu sinto uma tristeza porque nossos professores gostam do que fazem, trabalham com amor. Este movimento é justo, pois existe empenho em ensinar. O professor não é apenas um número. Tenho professores que acumulam jornada de trabalho, residem em outra cidade e ainda dedicam-se a tese e mestrado.
A propaganda da estrutura da escola é amplamente divulgada, principalmente como alavanca política. Porém, uma escola está além das paredes, e o professor deve ser tratado com respeito à sua dignidade, e bem pago pelo serviço prestado.
A situação não está focada em pontos isolados, o que ocorre é um descaso ao professor de Norte a Sul do país.
Existe uma inversão de valores: um país que ocupa no mundo o 8o lugar em futebol e o 87º em educação.
E material?
Em química, fazemos experiências e prática de laboratório, e chega a faltar materiais, até os mais simples, como uma caixinha de maizena. Os professores acodem estas faltas com dinheiro do próprio bolso.
Como é a sua rotina diária?
Na verdade, meu dia começa às 7h; fico no “Salles Gomes” até 11h15. Em casa, no horário de almoço, eu contribuo com a família, assistindo à minha avó Hermínia. Temos uma pequena fábrica de sorvetes artesanais e nos revezamos para gerir o negócio. Então, quando não estou cuidando de minha avó, estou trabalhando com sorvetes.
Nas tardes, eu dou de duas a três aulas de computação na casa de alunos.
Durante a semana, em quatro noites, sábado e domingo, cumpro responsabilidade na igreja que frequento.
Como é a sua religiosidade?
Sou de uma família evangélica da Igreja Universal do Reino de Deus. Eu procuro trazer Deus para todas as coisas da minha vida. Primeiro Deus, depois a Obra de Deus e, daí, a família.
Eu vejo a igreja como um hospital, e nós estamos ali para ajudar as pessoas de todas as formas. Para mim, a responsabilidade é de levar as pessoas até Jesus. Na minha vida, o meu alicerce é baseado na minha fé e na comunhão que eu tenho com Deus.
Sou um instrumento na mão de Deus, obedeço a Deus, minha condição é a de servo. Eu não escolho, escuto a voz de Deus falando dentro de mim.
Na verdade, o que faço é o mínimo se observarmos a vida de Jesus.
Paralelo à minha atuação na igreja, eu me dedico à Escolinha Bíblica Infantil. Este trabalho é de formação espiritual, onde se ensinam orações, histórias bíblicas. As crianças aprendem a agir a fé.
O meu trabalho na obra de Deus e dos demais evangélicos da Igreja Universal é voluntário. Trabalhamos por amor, por acreditar.
Tem uma frase: “Quem pensa no próximo, pensa como Deus”.
E o futuro?
Eu idealizo como vou estar daqui a cinco anos, por exemplo. Existe uma perspectiva, mas eu vivo o hoje e, para o futuro, confio em Deus. O mundo está tão louco, é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que é só confiando o futuro nas mãos de Deus.
E ser jovem?
Te proporciona muitas coisas. Os jovens têm dificuldade de lidar com os próprios problemas, eles se deixam levar pela ilusão do mundo e enveredam por caminhos tortuosos.
Eu não sigo a onda que leva o pessoal, mas os jovens se organizam por interesses comuns, alguns se reúnem para beber, e por aí vai. Ser jovem, hoje e sempre, é fazer a cabeça com escolhas acertadas ou não. Eu me norteio por Deus, e sou jovem e feliz, embora, claro, os problemas existem.
:-: Jogo Rápido :-:
Delete - O que eu escuto e que não vai acrescentar nada à minha vida.
Pause - Não dá para enquadrar agora.
Caps lock – Deus - colocaria em caps lock para que todo mundo acordasse.
F5 - Para atualizar as coisas boas no mundo.
Uma mensagem
“Tudo que não é eterno, é eternamente inútil.”
C. S. Lewis
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Oi, Tally
Em minhas orações, sempre peço a Deus e aos anjos que enviem bons aliados para compartilhar a vida comigo. Tenho sorte em tê-la como amiga.
Admiro seu propósito de servir à Obra de Deus, seu interesse em “reinventar” o mundo, sua preocupação com a escola, os professores, sua dedicação à família.
Tally, você vale à pena e faz a diferença neste mundo em que se precisa de Deus.
Com carinho.
Cristina Siqueira